Medo do futuro
O futuro, ao que parece, já chegou. No meu primeiro encontro com ele senti um pouco de medo, confesso. Percebi o quanto estou desatualizado em relação às inovações tecnológicas logo que fui apresentado a uma nova geringonça: o e-paper.
Para quem não sabe, o e-paper é o último grito em publicações virtuais. Por intermédio de uma tela flexível - semelhante às de cristal líquido - o sujeito pode ter acesso aos mais variados jornais, livros e documentos. É uma daquelas coisas que você pensa que poderia existir, mas que no final das contas só aparece em filme de ficção científica. No entanto, a coisa agora é real, e esteve nas minhas mãos.
Fiquei pensando depois se esse projeto embrionário pode acabar com a supremacia histórica dos jornais e meios impressos em geral. Conjecturei também sobre um novo movimento ludista, a quebra de máquinas organizada por trabalhadores desempregados durante a revolução industrial na Inglaterra. Muitas gente vai ficar desempregada - aliás, já está ficando - por conta das incensadas inovações tecnológicas.
Não quero parecer retrógrado. Tenho consciência da importância destes meios para a evolução do ser humano e etc. Mas, sei lá, criei implicância. Me sinto como um senhor de 80 anos que se vê em frente a um computador pela primeira vez. Fico pensando se há realmente uma inserção destes produtos entre a sociedade. Se as pessoas acreditam que necessitam de um e-paper, ou qualquer outra coisa, para serem felizes, ou informadas.
O mais engraçado é escrever sobre isso num blog, quando o mais apropriado seria talvez um pergaminho.
Para quem não sabe, o e-paper é o último grito em publicações virtuais. Por intermédio de uma tela flexível - semelhante às de cristal líquido - o sujeito pode ter acesso aos mais variados jornais, livros e documentos. É uma daquelas coisas que você pensa que poderia existir, mas que no final das contas só aparece em filme de ficção científica. No entanto, a coisa agora é real, e esteve nas minhas mãos.
Fiquei pensando depois se esse projeto embrionário pode acabar com a supremacia histórica dos jornais e meios impressos em geral. Conjecturei também sobre um novo movimento ludista, a quebra de máquinas organizada por trabalhadores desempregados durante a revolução industrial na Inglaterra. Muitas gente vai ficar desempregada - aliás, já está ficando - por conta das incensadas inovações tecnológicas.
Não quero parecer retrógrado. Tenho consciência da importância destes meios para a evolução do ser humano e etc. Mas, sei lá, criei implicância. Me sinto como um senhor de 80 anos que se vê em frente a um computador pela primeira vez. Fico pensando se há realmente uma inserção destes produtos entre a sociedade. Se as pessoas acreditam que necessitam de um e-paper, ou qualquer outra coisa, para serem felizes, ou informadas.
O mais engraçado é escrever sobre isso num blog, quando o mais apropriado seria talvez um pergaminho.

