Um real ae, governadora?
15 h. Estava eu coçando na redação, quando o alarme soou e tive que ir pra rua. O governador eleito Sérgio Cabral tinha decidido se reunir às pressas com a atual (des)governadora Rosinha Garotinho no Palácio Guanabara. Como ele é o governador mais midiático da história do Rio de Janeiro, toda a imprensa foi convocada para lá.
16h. Chegamos no Palácio, ganhei um adesivo com "v" de visitante e fiquei esperando, fumando alguns - muitos - cigarros e trocando idéias com os coleguinhas de sempre. Um homem chega com algumas caixas, as apóia em algum lugar improvisado e abre, revelando doces caseiros.
"É tudo um real" bradou o vendedor, e logo um apinhado de gente já estava à sua volta comprando as tais guloseimas. "Tem guardanapo, moço?", disse uma moça enquanto se atrapalhava com a calda do bombom. "Tem tudo, só não tem dinheiro!", respondeu ele, bem-humorado, ostentando um crachá de passe livre pelas dependências do Palácio, bem mais importante do que o "v" distribuído para a imprensa.
Essa foi a metáfora máxima do governo que passou. Os trabalhadores informais chegaram até mesmo a vender coisas para a governadora, pelo mesmo preço que ela cobra as refeições nos restaurantes populares, um mísero real.
"Olha aí moço, o chefe da segurança tá te chamando, você pode vender isso aqui?"
"Não é por isso não, é que ele adora a trufa de nozes!"
16h. Chegamos no Palácio, ganhei um adesivo com "v" de visitante e fiquei esperando, fumando alguns - muitos - cigarros e trocando idéias com os coleguinhas de sempre. Um homem chega com algumas caixas, as apóia em algum lugar improvisado e abre, revelando doces caseiros.
"É tudo um real" bradou o vendedor, e logo um apinhado de gente já estava à sua volta comprando as tais guloseimas. "Tem guardanapo, moço?", disse uma moça enquanto se atrapalhava com a calda do bombom. "Tem tudo, só não tem dinheiro!", respondeu ele, bem-humorado, ostentando um crachá de passe livre pelas dependências do Palácio, bem mais importante do que o "v" distribuído para a imprensa.
Essa foi a metáfora máxima do governo que passou. Os trabalhadores informais chegaram até mesmo a vender coisas para a governadora, pelo mesmo preço que ela cobra as refeições nos restaurantes populares, um mísero real.
"Olha aí moço, o chefe da segurança tá te chamando, você pode vender isso aqui?"
"Não é por isso não, é que ele adora a trufa de nozes!"

1 Comments:
Caralho, cara, total vergonha alheia da governadora depois dessa. Ridículo.
Ae, linka a Re-vista! pro seu blog.
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